Introduction to the Grupo Faísca

(Há uma tradução em português em baixo.) 

The activities recorded in this Web site began around 1986 in the town of Lichinga in the north of Mozambique where we were working as a branch of the ‘Casa Velha’ (Old House), a local cultural organisation with headquarters in the capital, Maputo. After about twelve years there we moved to the village of KaTembe (then called Catembe) across the estuary from Maputo and called ourselves the ‘Grupo Faísca’ (Spark Group). Previously I was a consultant on education to the United Nations.

Over several years I raised funds from Norway, Denmark, Germany, Ireland and the UK and began activities which at first were intended to give the young people in Lichinga something interesting to do, starting with helping them to create musical bands. At that time there was very little for young people to do. I taught them to make musical instruments, beginning with acoustic guitars. This was very successful and half a dozen bands were formed. These played in the bairros and gradually grew to big public performances in the town. I found a boy who was making models and he began to make excellent musical instruments.

Some members from the bands have now combined and have become famous as ‘The Massukos’ who now tour the world and have performed at the world-renowned Glastonbury Festival in England.

The work spread. Groups made puppets, wrote plays for them, made a mobile stage and performed in the bairros to great acclaim. We showed a local carpenter how to make spinning wheels for the local cotton, and looms to weave blankets. There were no blankets available; this was the time of the civil war and almost nothing could be bought in the town. I and my wife Julie taught a young man to set up a pottery and sell useful pots to the public. We set up a printing group which printed (with a simple silk screen printing frame) booklets and posters, mostly on health, and cooperated with the local health workers to take these to schools and health centres.

The schools did no practical science, so we set up a demonstration centre in an old house and showed practical science demonstrations where young people did activities themselves. We gradually developed technology demonstrations, usually connected with agriculture, such as pumps and solar dryers for fruit, and local young people made and operated them. A young man, Alberto Capola, then worked more or less permanently at the centre. He made and demonstrated much of the work, including windmills made out of bamboo and old car generators for making electricity, and very good solar cookers made from common hardboard and aluminium foil. We then began to concentrate less on science and more on technology, made from commonly-available resources. 

On this site I am currently writing a practical manual on Rural Technology, based on my experiences. It will be in draft form for a year or so as I develop it.

With an amateur video camera, we filmed much of what the groups were doing. As I write this now in 2015, I and Mozambican friends are developing a video film out of this material.

I retired to England in 2008 because of illness and age. I am nearly 82.

Some of the filmed material is in ‘Video films’ on this site but it represents only a small proportion of what was done.

In this Site, some of the activities are in Portuguese and  some in English. To get a translation, use the program ‘Google translate, English’, URL: https://translate.google.com/?sl=pt

In all that we did in Mozambique, I myself actually did very little beyond providing ideas, encouraging the local young people and obtaining modest funds to pay them for their work, and purchasing certain material from Maputo, such as tools, an amplifier and microphones, and so on.

Looking back on the work I can see that it showed the abilities and potential of young people in Mozambique - something which should be built on to help create a base of technically able young people to help to build up Mozambique’s industries; This is greatly needed.

During the many years of this work, government authorities have shown little interest, with the exception of the Ministry of Science and Technology which helped to encourage and fund some of the work. We thank them.

Most of the people who did the work are now middle-aged and dispersed and living ordinary lives. The demonstration centre in Katembe has closed down.

The main active part of the work will now begin to be developed by the Instituto Superior de Estudos de Desenvolvimento Local, ISEDEL, Estrada Nacional N1, Km 60 - Manhiça - Posto Administrativo da Maluana. Alberto now works there.

This present Site will be continued by Alberto Chapola and me. Updates will posted on the Blog on this Site.

All material in this Site may be copied, modified and used in any way; there is no copyright. Please mention this Site to anyone else who may be interested.

Although it is written for Mozambique, it may be useful in other countries, particularly in sub-Saharan Africa whose situations, educational difficulties and potentials for improvements are similar to those in Mozambique.


Keith Warren.

Versão Portuguesa

As actividades registdas neste site começou por volta de 1986, na cidade de Lichinga, no norte de Moçambique, onde nós estávamos trabalhando como um ramo da "Casa Velha", uma organização cultural local, com sede na capital, Maputo. Após cerca de 12 anos lá, mudou-se para a aldeia de Katembe (então chamado Catembe) através do estuário de Maputo e chamou-nos o 'Grupo Faísca'. Antigamente eu era um consultor em educação para as Nações Unidas.

Ao longo de vários anos, levantei fundos provenientes da Noruega, Dinamarca, Alemanha, Irlanda e Reino Unido e iniciou as actividades que a princípio foram destinados para dar aos jovens em Lichinga algo interessante para fazer, começando com ajudando-os a criar bandas musicais. Naquela época havia muito pouco para os jovens a fazer. Ensinei-lhes para fazer instrumentos musicais, começando com guitarras acústicas. Isso foi muito bem sucedido e meia dúzia de bandas foram formadas. Estes jogavam nos bairros e gradualmente cresceu para grandes “shows’ públicas da cidade. Encontrei um rapaz que estava fazendo modelos e ele começou a fazer excelentes instrumentos musicais.

Alguns membros das bandas combinaram e tornaram-se famoso como ‘O Massukos' que agora percorram o mundo e ter realizado no Festival de Glastonbury, na Inglaterra, mundialmente famoso.

O trabalho espalhou-se. Grupos fizeram fantoches, escreveram peças, fez um palco móvel e realizaram nos bairros com grande sucesso. Nós mostramos um carpinteiro local como fazer rodas de fiar algodão e teares para tecer cobertores. Não houve cobertores disponíveis; esta foi a época da guerra civil e quase nada poderia ser comprado na cidade. Eu e minha esposa Julie ensinamos um jovem de criar uma cerâmica e vender potes úteis para o público. Montamos um grupo de impressão que impresso (com um simples quadro de serigrafia) folhetos e cartazes, principalmente sobre a saúde, e cooperou com os trabalhadores de saúde locais para levar estes para escolas e centros de saúde.

As escolas não fizeram ciência prática; por isso montamos um Centro de Demonstração em uma antiga casa onde mostramos práticas demonstrações científicas onde os jovens fizeram actividades si próprios. Nós gradualmente desenvolvemos demonstrações de tecnologia, geralmente ligados à agricultura, tais como bombas de água e secadores solares para frutas, e os jovens locais construiram  e operavam-nas. Um jovem, Alberto Capola, em seguida, trabalhou mais ou menos permanente no Centro. Ele fez e demonstrou grande parte do trabalho, incluindo moinhos de vento feitos de bambu e geradores de carros velhos para a produção de electricidade, e muito bom fogões solares feitas de Unitex e folha de alumínio. Nós, então, começamos a se concentrar menos na ciência e mais em tecnologia, feita a partir de recursos localmente disponíveis.

Neste site, actualmente, estou escrevendo um manual prático sobre Tecnologia Rural, com base em minhas experiências. Vai ser em forma de projecto para um ano ou assim como eu desenvolvê-lo.

Com uma câmera de vídeo amador, filmamos muito do que os grupos estavam fazendo. Como eu escrevo isto agora, em 2015, eu e amigos moçambicanos estão a desenvolver um filme de vídeo baseado neste material.

Retirei-me para Inglaterra em 2008 por causa da doença e idade. Tenho 82 anos.

Parte do material filmado está em 'Filmes de vídeo' neste site, mas que representa apenas uma pequena proporção do que foi feito.

Neste Site, algumas das actividades estão em Português e alguns em Inglês. Para obter uma tradução, use o programa "Google Translate, Inglês ', URL:

<https://translate.google.com/?sl=pt>

Em tudo o que fizemos em Moçambique, eu realmente fez muito pouco além de fornecer ideias, incentivando os jovens locais e obtenção de fundos modestos a pagar-lhes pelo seu trabalho, e compra de determinado material de Maputo, tais como ferramentas, um amplificador e microfones, e assim por diante. Olhando para trás sobre o trabalho, eu posso ver que ele mostrou as habilidades e potencial dos jovens em Moçambique - algo que deve ser feito a ajudar a criar uma base de jovens tecnicamente capazes para ajudar a construir indústrias de Moçambique; Isto é muito necessário.

Durante os muitos anos deste trabalho, as autoridades governamentais têm mostrado pouco interesse, com excepção do Ministério da Ciência e Tecnologia, que ajudou a incentivar e financiar parte do trabalho. Agradecemos a eles.

A maioria das pessoas que fizeram o trabalho agora é de meia-idade e dispersa e viver vidas normais. O Centro de Demonstrações em Katembe fechou.

A principal parte activa do trabalho agora vai começar a ser desenvolvido pelo Instituto Superior de Estudos de Desenvolvimento local, ISEDEL, Estrada Nacional N1, Km 60 - Manhiça - Posto Administrativo da Maluana. Alberto agora trabalha lá.

O presente Site será continuado por Alberto Chapola e eu. As actualizações serão postadas no Blogue neste site.

Todo o material neste site pode ser copiado, modificado e utilizado de forma alguma; não há nenhum copyright. Por favor, mencione este Site para qualquer outra pessoa que possa estar interessado.

Embora seja escrito para Moçambique, pode ser útil em outros países, particularmente na África subsaariana, cuja situações, dificuldades e potencialidades educacionais para melhorias são semelhantes aos de Moçambique.